As vezes eu acho que estou sonhando e não acordei.Lendo a Veja da semana passada, me deparei com um artigo chamado “Sob o ódio dos vizinhos“, falando do atual conflito em Gaza. Pra minha surpresa, a reportagem começa com fotos mostrando o sofrimento de soldados israelenses,chorando a morte de amigos. Pera aí…estamos falando da mesma guerra aqui?! Onde enquanto 10 israelenses morrem, acontece o mesmo com 100 palestinos?
Nao estou desvalorizando o sofrimento israelense. Cada vida é inigualavel. Mas estou falando das proporçoes. E sim, o artigo fala do sofrimento das pessoas em Gaza, mas praticamente iguala o Hamas a Gaza. Fala que o Hamas atraiu a “formidável máquina de guerra israelense”, e que teve 3 anos pra digamos assim, “consertar” a regiao…dos 30 anos de posse israelense, nem uma palavra!!!
Ok, o Hamas é um grupo sem pé nem cabeça, extremista, que quer a destruição de Israel. Ele provocou a guerra. Mas quem disse que Israel vai conseguir alguma coisa bombardeando os civis da faixa de Gaza?? Pq essa estrategiazinha de bombardear um país pra acabar com uma ideologia, nunca deu certo. E Bin Laden manda lembranças. Sinceramente, nao entendo como um povo, como os judeus, que já sofreram horrores como na 2a guerra, ainda seguem a politica das armas! E quem reclama contra? Afinal, ninguem quer ser chamado de anti-semita.
Bom, nao vou discutir mais sobre politica aqui, mas fica a minha revolta com a reportagenzinha mediocre da Veja, que enfeitou as páginas com gráficos ilustrativos, comparando as distancias de Gaza e Israel com exemplos da praia de Copacabana e da Ponte Rio-Niterói. As pessoas que escreveram o artigo deviam se envergonhar.
“A ofensiva contra o Hamas está sendo realizada com força poderosa e agressividade tática, estratégia militar cujo objetivo é reduzir as próprias perdas e esmagar o inimigo. Não é assim que se ganham as guerras?” (Veja, 14.01.2008)