
A Ro relembrou a tempo no blog dela dessa data, que quase ninguém sabe que existe. E se sabe, bom…ignora ;) Cada ano a FAO (organização das Nações Unidas responsável pela área de Agricultura e Alimentação) propõe um tema para ser discutido, e esse ano o tema é “Conseguir segurança alimentar em tempos de crise“.
Tema super atual, já que crises são boas. Não, não estou maluca. Crises são boas porque fazem a gente parar e repensar no que estamos fazendo de errado. Ou pelo menos deveriamos parar e pensar, ao invés de tentar tapar o sol com a peneira, e injetar mais dinheiro em bancos falidos, criar mais incentivos pra industria e fazer com que compremos cada vez mais coisas. Esse papo de “desenvolvimento através do crescimento economico” pode dar certo a curto prazo…mas até onde queremos “crescer”?! Nós acabamos consumindo muito mais do que precisamos, as custas é claro, de alguém. E desde que esse “alguém” não apareça na nossa frente (que fiquem lá na África, nas favelas, no campo…), a gente não se importa. Somos cegos. Queremos mais uma BMW, um iPhone, um Louboutin…
É hora de parar e repensar. Cerca de 1 Bilhão de pessoas passam fome. Como tentar resolver o problema? Investindo e incentivando a agricultura familiar e pequenos produtores por exemplo. Aquele tipo de agricultura que vai botar a comida de cada dia na sua mesa, ou vc acha que dá pra se alimentar de cana-de-açucar ou soja pelo resto da vida? Pq são esses um dos principais plantios no Brasil de agora. E claro, que eles não visam o mercado interno.
“Mas isso é culpa do Lula que só investe no Agronegócio!” – e o Lula tá la porque? E você acha que um outro presidente faria diferente se você continua querendo juntar seus dolares pra ir gastar na Europa e tá pouco se importando se a favela do lado da sua casa pegou fogo?
Nós elegemos quem nos representa. Mas o mais importante: como consumidores, votamos diariamente também. Pelo menos 3 vezes ao dia votamos que tipo de alimentos vão para a nossa mesa. Votamos se queremos separar o lixo ou não. Votamos se usamos plástico ou não. Votamos se queremos mudar a situação ou não. A decisão é nossa.