Escassez de domésticas pode mudar hábitos da classe média

A menor oferta e a maior renda de empregadas domésticas podem trazer “impactos profundos” para a sociedade brasileira, dizem analistas, obrigando famílias a reorganizarem suas vidas e hábitos domésticos. […]

Famílias acostumadas à ajuda doméstica terão que encontrar novas maneiras de dar conta de cuidados com filhos, limpeza e alimentação, diz Pinheiro, e adotar uma divisão de tarefas mais equilibrada entre homens e mulheres.[…]

Para o economista Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), a queda no total de trabalhadores no setor – observada desde setembro nas seis principais metrópoles brasileiras – pode fazer com que o Brasil caminhe para uma realidade próxima à de países desenvolvidos: “A gente pode estar caminhando para uma tendência de grandes centros como Estados Unidos e Europa, de o serviço doméstico se tornar um serviço de luxo, mais caro”, diz. […]

Quando se casou, há dois anos e meio, o casal Mariana e Thiago Lago, de Niterói, no Rio de Janeiro, contava com uma diarista uma vez por semana, mas se viu obrigado a cortar a empregada por conta do aperto no orçamento com a chegada do primeiro filho, no início do ano. “O dia a dia trabalhando e sem uma empregada é um inferno“, reclama Thiago. (BBC Brasil)

Somente 2 pequenas observações:

1. Finalmente as condições de trabalho das domésticas esta melhorando. Claro que vai demorar ainda pra elas receberem um salário digno, mas já é meio caminho andado quando elas podem escolher se trabalham como domésticas ou se tem outra opção.

2. Como assim o dia-a-dia sem uma doméstica se torna um inferno?! (ai meu Deus, tinha que ser Niterói né?!) A gente é mimado demais. Com certeza uma ajuda nas tarefas domésticas é uma mão na roda, mas agora, a gente aprende a se virar sem ajuda também. Bem-vindos a realidade da Europa, leia-se “primeiro mundo”. ;) Essa mudança de pensamento tava mais que na hora de acontecer.

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2 Comments

  1. Babi

    July 15, 2011 at 19:24

    Mi, vc já leu “The Help”? Coincidentemente, estou lendo agora. Dá uma tristeza ao ler e ver que o comportamento do brasileiro no que diz respeito às empregadas domésticas é muito parecido com o dos americanos do sul nos anos 60. Tipo, 50 anos atrás.
    Quem sabe aos poucos isso vai mudando, né.
    Beijinhos

  2. Vivi

    July 16, 2011 at 17:15

    Amiga há mais ou menos um mês atrás saiu uma reportagem de capa na revista de domingo do Globo sobre o novo perfil das empregadas domésticas. Hoje as que ainda estão no mercado estão se capacitando cada dia mais e cobrando cada vez mais em suas diárias. Vi na reportagem que uma babá chega a ganhar 12 mi reais para tomar conta de duas crianças. Ela dirige, fala inglês, já morou na Austrália e tem um bom padrão de vida. Vi tbm um outro caso, de uma menina que passou para letras na UERJ e hj divide seus afazeres domésticos com os estudos e futuramente vai largar as “faxinas” para se dedicar ao mestrado e as aulas que quer dar. Ou seja, o cerco tá fechando e nós teremos que nos adaptar. Troquei de ajudante recentemente e confesso que não foi fácil achar outra. Achei, mas por um preço mais caro e ela não cozinha, só faxina, mas isso já me ajuda muito :) Não acho que ficar sem uma ajudante seja o fim do mundo, eu até casar nunca tive na casa dos meus pais e sempre me virei muito bem obrigada, mas é claro que adoro ter alguém pra me ajudar pelo menos uma vez por semana. Sei que daqui a pouco tempo ter uma pessoa para essa ajuda vai ser artigo de luxo :) Acho que elas estão certas em se especializar e melhorarem de vida, vejo muita coisa chata, tipo discriminação em relação as empregadas, principalmente na zona Sul do RJ, muitos as tratam como escravos…Fala sério! Putz! Falei muito!

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Michelle, carioca, peruana, já meio alemã, não bate bem, fala o que pensa, cientista politica, geminiana, mandona, indecisa, pontual, complicada e nem um pouco perfeitinha, criticona, sarcástica, mimada e gente boa (pelo menos dizem por ai).

Mamãe de 2 (uau..já?!) , mas mesmo assim desprovida de instinto materno. Vivendo e aprendendo.

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