Dachau  Dachau  Fall/Winter  Nymphenburg  Salzburg  Salzburg  Salzburg  


Dachau – campo de concentração

Já que no sábado estava fazendo sol e calor, decidimos visitar o campo de concentração de Dachau, a uns 20min do centro de Munique. Pois é, a gente esperou um dia bonito assim, pq não recomendo a ninguem ir visitar um lugar desses com frio, chuva e ceu cinza. Já fizemos isso quando fomos a Buchenwald, outro campo de concentração que fica na Turinguia, perto de Weimar. E o clima fica tão pesado, que é inevitavel não ficar deprimido.

Aproveitamos e fizemos uma visita guiada (de quase 3h!), pra tentar entender um pouco de como Dachau “funcionava”. Eu amo história e não nego que acho as grandes guerras uma época super interessante. Foi muito triste ouvir todas as coisas que a guia nos contava, de torturas até as tentativas de fuga, mas ela tb fazia com que a gente pensasse mais sobre o assunto e sobre o presente.

Recomendo a quem mora por aqui ou esteja de passagem, a irem visitar Dachau. Tanto a cidadezinha quanto o campo de concentração. Ele foi o 1o campo contruido e serviu de modelo pra todos os outros. E pelo menos pra gente, a atmosfera do lugar não foi tão pesada, como em Buchenwald, até pq existe uma certa comercialização devido a quantidade enorme de turistas. Por desejo dos sobreviventes tb foram construidas igrejas (catolica, protestante, russa e um monumento judeu) e o museu que está no antigo prédio de administração é imenso.

Que é triste, é! Mas é uma lição de história e com certeza vc vai sair de lá pensando um bocado sobre a vida.

arbeit macht frei

"O trabalho liberta". Em alusao a mentira que os campos eram só pra reeducacao dos detentos através do trabalho pesado.

monumento

Monumento em homenagem aos prisioneiros que se suicidaram na cerca eletrificada.

barracas

Reconstrucao dos antigos casebres dos presos.

crematorio

Crematorio Antigo. Que ficou "pequeno" demais a partir de 1941.




De Nações ao Nacionalismo

Tá esse post é mais pra quem se interessa por política, ou seja, ninguem. Considerem ele como um monologo entre eu e minha pessoa. ;)

Estava lendo o blog da Paula, e o velho tema apareceu: como os alemães lidam com o seu passado. Pela história toda do país, gostar de ser alemão é quase um crime. Alias, é coisa de neo-nazista. Aí daquele que ousar dizer que acha que a Alemanha é um país bom. No máximo se pode reclamar. Mas por que? Por causa da 2a guerra. Claro!

Afinal os alemães se meteram com o grupo errado. Os judeus tinham e tem muito poder politico e economico. Ou você acha que teria chamado tanta atenção internacional se eles tivessem exterminado metade da Africa? Não estou negando a história (por favor, olhe para a minha cor e meu passado e me diga que eu sou nazista =P), mas falando que há exterminios e extermínios. Tem aqueles que são “horrendos” como o caso dos judeus, e há aqueles que são “normais”, como no caso da Ruanda. Tudo depende do ponto de vista (pra não dizer da hipocrisia).

Com essa leve pressão internacional, ser alemão virou sinonimo de ser nazista, o que vários países, como a Polonia por exemplo, fazem o favor de relembrar os jornais e revistas internacionais cada vez que não conseguem o que querem na União Europeia. Quem não sente vergonha de ter nascido na Alemanha ou que acha que não teve nada a ver com os anos 40 já é taxado. Eu acho a posição dos jovens alemães super dificil. Eles querem se distanciar do fato, mas a história nao deixa, querem tentar gostar do país, mas nao aprendem na escola como. Quem esta ensinando agora entao é o futebol. Desde a copa de 2006 aqui as pessoas estao aprendendo que sentir orgulho do país nao quer dizer ser nacionalista. Patriotismo é valido e aposto que vários jovens nao dariam a minima bola pro nazismo, se eles aprendessem na escola, que o país deles tb é bom.

Nos brasileiros temos uma memória politica curta (quem culpa a gente pela matança dos indios que acontece até hoje?) e os alemães tem exatamente o contrário: um fantasma histórico que não vai deixa-los nunca, mas com quem eles tem que aprender a lidar.